quarta-feira, 28 de abril de 2010

Problema meu.

Queria eu poder escrever alguma coisa, qualquer coisa, tirar esse congestionamento de palavras que pairam, que piram, dentro da minha cabeça. Enfim são só palavras que corroem, dilatam, que avoraçam minha mente.
Pelo menos acho eu, que sejam só palavras, mais parando pra pensar, é meu coração que está tão, mais tão inquieto, hiperativo, naquela vontade absurda de gritar, de dizer que, você é o motivo disso tudo. O motivo que deixa esse meu coração enlouquecido, aflito, a cada presença tua, a cada toque, a cada beijo, a cada abraço, a cada ligação, a cada tudo com você.
Parece até que minha emoção está sob algum efeito de entorpecente, que invadiu meu interior de uma forma inexplicável, é estranho, sem sentido, ou com.
Não dói, não fere, o que eu sinto é forte, é lindo, fantástico.
Mais o que eu sinto?
Sinto que não me faz mal, sinto ansiedade, não sinto fome, nem frio, nem sede.
Me sinto leve, sinto falta, me sinto outra, sinto falta, a falta as vezes é muita.
Falta, mais falta de que? Dos beijos, dos carinhos, dos abraços apertados, dos sorrisos e dos olhares sinceros.
Me sinto uma criança com vontade de chocolate, daquelas que o perigoso é chorar se não tiver o chocolate pra se lambuzar, pra matar aquela vontade.
A vontade é muita, é incontrolável, interminável, insaciável, enlouquecedora.
Será que é amor o que eu sinto?
Na verdade, o que eu sinto, é problema meu.
(Larissa Lais)

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